Conselho investiga hospital do prefeito e aciona MP para impedir fechamento da maternidade do HAT

Comissão do CMS apura irregularidade Hospital das Clínicas da Soebras/Funorte e adota medida para evitar o fechamento de maternidade da cidade
O Conselho Municipal de Saúde de Montes Claros formou na última quarta-feira (9) uma comissão para averiguar como o Hospital das Clínicas da Soebras/Funorte, identificado oficialmente como Ambar Saúde, prestou serviços ao Sistema Único de Saúde, sem ter sido credenciado. A decisão foi tomada depois que a conselheira Maysa Cássia recebeu os dados do Sistema de Apoio e Relatório do SUS (Sarsus) e constatou em 2014 serviços executados por seis hospitais, quando apenas cinco estão credenciados. Na mesma reunião, o Conselho Municipal aprovou encaminhamento para o Ministério Público e Estado evitar o fechamento da maternidade do Hospital Aroldo Tourinho e evitar a desassistência aos pacientes.
No caso do Hospital das Clínicas, o Conselho Municipal somente teve acesso agora aos dados e tem que se posicionar. Uma reunião extraordinária foi marcada para a próxima segunda-feira para averiguar o caso. O conselheiro Roberto Coelho salientou que foi procurado pelo Ministério Público Federal para esclarecer se o Hospital das Clínicas recebeu algum recurso do SUS e se tem atas que atestem essa situação. Coelho alerta que a situação é perigosa, pois como o hospital não foi credenciado pelo Conselho Municipal de Saúde, ficará difícil explicar a situação.
Outro problema abordado foi a situação da maternidade do Hospital Aroldo Tourinho. Roberto Coelho salientou que é preciso assegurar o funcionamento dela com a escala necessária, pois os hospitais Santa Casa e Universitário não suportam absorver os 650 partos por ano que o Aroldo Tourinho executava. Depois de muita discussão foi aprovada a proposta de pedir ao Ministério Público a intervenção para através de procedimento averiguar a situação e garantir o funcionamento da maternidade.
Porém quando a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde repassou os documentos ao conselheiro Roberto Coelho, sobre as negociações em relação à solução para a crise da maternidade do Hospital Aroldo Tourinho, foi apresentado um documento assinado no dia 2 de setembro pelo superintendente Cláudio Medeiros Santos, informando a Secretaria Municipal de Saude a impossibilidade de formar equipe de obstetra e por isso, a maternidade não poderá funcionar. O problema é que desde o dia 15 de julho foi decretada a transferência da gestão hospitalar ao Estado. Não caberia ao município atuar nessa área hospitalar.
Com informação do Jornal Gazeta
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