quinta-feira, 5 de julho de 2018

MÁFIA DO CIGARRO PIRATA EM ÁREAS DE MILÍCIA NO RIO DE JANEIRO


Polícia mira 'máfia' do cigarro pirata em áreas de milícia no RJ

Agentes tentam cumprir 22 mandados de prisão contra o bando de Ecko. Lucro mensal com fumo vindo do Paraguai era de R$ 1,5 milhão.
Por Felipe Freire, Leslie Leitão e Márcia Brasil, TV Globo

A Polícia Civil deflagra na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Lawless, que tenta prender 22 suspeitos de trazer e impor a venda de cigarros contrabandeados do Paraguai em áreas dominadas por milicianos na Zona Oeste do Rio e na Baixada Fluminense.
Até as 7h30, nove pessoas haviam sido presas, entre elas um PM da UPP Fazendinha e dois agentes penitenciários.
Comerciantes da região são obrigados a colocar no mercado marca Gift, a mais comercializada no Rio de Janeiro. O negócio se tornou um dos mais rentáveis para os criminosos: o lucro mensal chegaria a R$ 1,5 milhão.
Em dez meses de investigações, a polícia reuniu provas de que o fumo paraguaio tornou-se uma das principais fontes de renda do bando de Wellington da Silva Braga, o Ecko, que chefia a maior milícia do estado. Em março, carga de 500 caixas de cigarro pirata foi retida em Guaratiba.
Ronaldo Santana da Silva, ex-PM suspeito de trazer maços piratas (Foto: Divulgação/Polícia Civil) Ronaldo Santana da Silva, ex-PM suspeito de trazer maços piratas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Ronaldo Santana da Silva, ex-PM suspeito de trazer maços piratas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
O ex-PM Ronaldo Santana da Silva, preso nesta manhã, é apontado como o maior distribuidor de cigarros da Zona Oeste. Ele traz a mercadoria via Paraná e conseguiu exclusividade para vender os maços para a milícia de Ecko.
Outro integrante da organização criminosa preso é o policial militar Carlos Miranda Rangel, lotado na UPP Fazendinha. Ele é suspeito de atuar no ramo da grilagem, invadindo terrenos até em Angra dos Reis.
Nova investida contra a 'quadrilha da festa'
A quadrilha de Ecko comanda os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, onde vive meio milhão de pessoas. Recentemente eles também se espalharam por cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí.
A imposição de fumo pirata é mais um ramo explorado pelos paramilitares, que controlam sinal de TV a cabo clandestino e internet, transporte alternativo, segurança privada, cestas básicas e até grilagem de terra.
No dia 7 de abril, o miliciano conseguiu escapar de cerco montado pelas forças de segurança. Ecko estava em uma festa num sítio, mas fugiu após quatro criminosos do grupo entrarem em confronto com policiais. Na ocasião, 159 pessoas foram presas, e quatro homens morreram em confronto. Na ação desta quinta, a polícia tenta prender suspeitos que estavam na festa.


https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/policia-mira-mafia-do-cigarro-pirata-em-areas-de-milicia-no-rj.ghtml

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