quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Primeira audiência sobre o duplo homicídio em SAJ acontece nesta quarta; Testemunha e vítima conta detalhes do fato


23/11/2016 17:37 
Primeira audiência sobre o duplo homicídio em SAJ acontece nesta quarta; Testemunha e vítima conta detalhes do fato
No dia 30 de abril de 2016 aconteceu um dos casos mais chocantes de violência contra a mulher em Santo Antônio de Jesus. A senhora Ana Lucia de Jesus Santos de 49 anos e Daniela Sabrina Santos Ribeiro de 22 anos foram assassinadas na própria casa, localizada na Rua Acre no Alto Sobradinho. O acusado de cometer o assassinato, Edson Souza Lima que está preso em Valença, foi encaminhado para a 4ª Coorpin de Santo Antônio de Jesus nesta quarta-feira (23) para a primeira audiência do seu julgamento no fórum desembargador Wilde Oliveira Lima, marcada para as 14 horas. A família das vítimas está sendo acompanhada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.
De acordo com o repórter Wellington Macedo, esta foi uma audiência de instrução onde as testemunhas foram ouvidas e a senhora Ana Célia, irmã da Ana Lúcia e tia de Daniela, concedeu uma entrevista ao qual falou pela primeira vez após o fato. Ana Célia foi a primeira a ser baleada, viu sua família sendo morta e ainda sofre, “eu quero justiça, fui alvejada e ainda estou com a bala alojada na medula me trazendo vários problemas, tenho esquecimento no braço esquerdo e na perna direita, antes eu tinha meu emprego e hoje eu sou dependente das pessoas que me ajudam”, disse.
Dentro da casa estavam as três mulheres e uma criança, filha de Daniela, e ao repórter, Ana se dispôs a contar detalhes do fato, “foram momentos de terror, ele entrou na sala as 6 horas da manhã e já foi pegando a minha sobrinha e dando coronhadas, estávamos dormindo quando ela começou a gritar. Ele dizia que faria ela sofrer antes de matar  e ela gritava ‘pelo amor de Deus não faça isso com minha filha não’. Daí ele dizia que ia violentar a criança na frente dela e depois matar, no momento ela entrou em desespero e eu perdi calma, quando ele disse ‘vai ser agora que você vai sofrer e ver a sua filha pagar pelo o que você fez comigo, não deixar eu ficar com sua mãe’”, descreveu.
A família tentou contra o acusado para sobreviver, mas não conseguiram sair da casa, “eu fui para cima dele, joguei no canto da parede e pedi ajuda, mas quando Daniela pegou a filha para correr, a porta estava trancada porque ele que trancou e a chave estava no bolso. A gente empurrava ele tentando impedir que fosse para o quarto onde estava a criança, quando eu virei ele me deu um tiro e caí, mas não me fingi de morta em momento algum e vi tudo o que ele fez”, garantiu Célia. “Ele deu coronhadas na minha sobrinha que caiu no sofá desmaiada e minha irmã também estava desmaiada, quando ela ouviu o barulho da polícia pensou que estava dentro de casa, ela levantou quando Edson disse ‘você está viva ainda? ’ E atirou nela”.
Célia afirmou ainda que Edson tentou matá-la novamente, só que este não o fez após pedido da criança, “ele até tentou me matar de novo, mas a minha sobrinha de dois anos veio e disse ‘tio, não faça isso com minha tia’ então ele disse que me deixaria viva para contar história. Nessa hora, Daniela levantou por causa da filha, foi quando ele disse ‘você está viva também? ‘ e deu um tiro na testa. Nessa hora eu estava caída no chão segurando a mão dela e vi ela morrer”, narrou emocionada. Segundo a vítima, Edson falou que abriria o gás e colocaria fogo em todos na casa e ainda mostrou três balas dizendo que era uma para dle, uma da criança e a outra era de Nanda, outra irmã que não estava em casa, “quero que a justiça seja feita, a justiça de Deus tarda, mas não falha e eu quero que ele pague pelo o que fez, pois, esse crime não ficará impune. Eu amava minha irmã e minha sobrinha”.
Redação Voz da Bahia

Nenhum comentário:

Postar um comentário