Corruptos do Norte de Minas estão sendo encurralados

Com a intenção é incentivar e conscientizar a sociedade civil sobre a importância da luta contra a corrupção, uma vez que ela prejudica o progresso social e favorece a desigualdade e injustiça, o Comitê de Combate a Corrupção de Montes Claros realiza amanhã - 9 de dezembro – panfletagem em frente ao shopping popular e imediações, por ocasião do dia internacional de combate á corrupção. Além de visitas ao Ministério Público e a delegacia da Polícia Federal, com colocações de faixas do Comitê em frente suas sedes.
O Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, realizada em 2003, na cidade mexicana de Mérida. Por sugestão da Transparência Internacional, a proposta de definição da data foi apresentada pela delegação brasileira. Em 9 de dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, entre eles o Brasil. A ideia é que nesse dia se promovam eventos para chamar a atenção para a necessidade de se exercer cidadania e cobrar a devida utilização das verbas públicas, fiscalizar desvios e auxiliar na implementação de controles de forma preventiva.
A frequência dos escândalos e o aumento dos casos envolvendo o desvio de recursos públicos levaram 64% dos brasileiros a acreditar que a corrupção aumentou nos últimos anos, ou seja, de cada 10 pessoas, seis acreditam que a corrupção cresceu. Porém, os órgãos de controle e fiscalização no combate à corrupção no Norte de Minas não intimidam com as ameaças dos devastadores do dinheiro público e vem freando a corrupção e recuperando parte das verbas desviadas.
Segundo nota do Comitê de Combate a Corrupção de Montes Claros, no norte de Minas a corrupção floresce e talvez seja a região do país com o maior número de corruptos por metro quadrado, mesmo o Ministério Público, a Polícia Federal, o judiciário e as entidades da sociedade civil trabalharem incansavelmente para combater esse “câncer social”. O trabalho do Comitê de Combate a Corrupção de Montes Claros teve início em 2004, quando conseguiu cassar na primeira instância 02 vereadores, Ademar Bicalho e Ruy Muniz, atual prefeito de Montes Claros.
Veja algumas operações contra a corrupção realizadas pela PF, MP e seus parceiros no Norte de Minas:
O Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, realizada em 2003, na cidade mexicana de Mérida. Por sugestão da Transparência Internacional, a proposta de definição da data foi apresentada pela delegação brasileira. Em 9 de dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, entre eles o Brasil. A ideia é que nesse dia se promovam eventos para chamar a atenção para a necessidade de se exercer cidadania e cobrar a devida utilização das verbas públicas, fiscalizar desvios e auxiliar na implementação de controles de forma preventiva.
A frequência dos escândalos e o aumento dos casos envolvendo o desvio de recursos públicos levaram 64% dos brasileiros a acreditar que a corrupção aumentou nos últimos anos, ou seja, de cada 10 pessoas, seis acreditam que a corrupção cresceu. Porém, os órgãos de controle e fiscalização no combate à corrupção no Norte de Minas não intimidam com as ameaças dos devastadores do dinheiro público e vem freando a corrupção e recuperando parte das verbas desviadas.
Segundo nota do Comitê de Combate a Corrupção de Montes Claros, no norte de Minas a corrupção floresce e talvez seja a região do país com o maior número de corruptos por metro quadrado, mesmo o Ministério Público, a Polícia Federal, o judiciário e as entidades da sociedade civil trabalharem incansavelmente para combater esse “câncer social”. O trabalho do Comitê de Combate a Corrupção de Montes Claros teve início em 2004, quando conseguiu cassar na primeira instância 02 vereadores, Ademar Bicalho e Ruy Muniz, atual prefeito de Montes Claros.
Veja algumas operações contra a corrupção realizadas pela PF, MP e seus parceiros no Norte de Minas:
Operação Pombo Correio

Em julho de 2006, a Polícia Federal, por meio da Operação Pombo Correio, prendeu oito vereadores da Câmara Municipal de Montes Claros, acusados de utilizarem notas frias para receber em verbas indenizatórias de seus gabinetes. Foram presos Ademar Bicalho, Athos Mameluque, Aurindo Ribeiro, Lipa Xavier, Júnior de Samambaia, Marcos Nem, Fátima Pereira, Raimundo do INSS e Rosemberg Medeiros.
Operação Conto do Vigário
Operação Conto do Vigário

Em novembro de 2010, o Ministério Público, a Secretaria de Estado da Fazenda, a Policia Militar e a Polícia Civil deflagraram a Operação Conto do Vigário, cumprindo 18 mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão, para combater a organização criminosa infiltrada na Administração Pública dos municípios de São Francisco, Januária, São Romão, Pedras de Maria da Cruz, Miravânia, Itacambira, São João das Missões, Pintópolis, Icaraí de Minas, Jaíba, Juvenília, Luislândia, Buritizeiro e São João da Ponte. Mais de R$ 5 milhões foram desviados dos cofres públicos destes municípios. O negociante Fabrício Viana Aquino, apontado como um das cabeças da quadrilha, foi um dos quatorze presos durante a operação, juntamente com sua esposa, Isabel Cristina Carvalho Francisco. Além de Aurélio Gomes de Melo Júnior, Elaine Gonçalves Rodrigues, Renato Veloso Silva, Januário Juliano Silva Neto (dono da Trimano Auto Peças Ltda), o advogado Wallace Ribeiro Almeida (dono de empresa que fraudava concursos públicos) e Hamilton Miranda Santos. O ex-prefeito de São Francisco, padre José Antônio da Rocha Lima (PT), foi afastado do cargo.
Operação Grande Família
Operação Grande Família

Em março de 2011, a polícia Federal deflagrou a operação “Grande Família” com objetivo de apurar denúncias de que a administração do município, por meio da secretaria municipal de Saúde, desviava verbas estaduais destinada à compra de medicamentos. De acordo com a polícia, o desvio acontecia através de fraudes em licitações. Por causa da operação, o ex-prefeito Fábio Luiz Fernandes Cordeiro, o Fábio Madeira, seu irmão e ex-secretário de Saúde, Wagner Cordeiro, sua cunhada Rita Cordeiro, ex-secretária de Finanças, e a ex-diretora da Fundação Municipal de Saúde, Noemi Cordeiro, foram afastados dos cargos.
Operação 1655
Operação 1655

Em junho de 2011, a Polícia Federal realizou operação 1655 contra fraudes em 14 municípios do Norte de Minas, que se apropriaram de verbas federais através de falsas licitações. As investigações iniciaram por parte do Ministério Público Estadual, a partir de indícios de desvio de recursos públicos no município de São João da Ponte, relativos à medicamentos não entregues.
Operação Máfia do Carvão
Operação Máfia do Carvão

Em julho de 2011, o Ministério Público de Minas Gerais organizou a operação com a finalidade de combater o desmatamento ilegal e a sonegação fiscal oriunda da comercialização de carvão nativo, cumprindo dois mandados de busca e apreensões, além de dois mandados de prisão preventiva dentro da operação “Corcel Negro II” que é uma continuidade da operação “Máfia do Carvão” desencadeada no mês de março de 2011.
Operação Grilo
Operação Grilo

Em setembro de 2011, a Polícia Federal cumpriu 22 mandados de busca e apreensão, dez de prisão temporária, entre elas o ex-prefeito de Janaúba e ex-diretor do Iter-MG, Ivonei Abade, além do sequestro de R$41 milhões, na Operação Grilo que desarticulou a fraude na legalização de terras no Norte de Minas Gerais. Segundo a PF, os suspeitos seriam integrantes de uma organização criminosa que vinha atuando há vários anos de grilagem de terras públicas, posteriormente vendidas a mineradoras com o objetivo de explorar jazidas de minério de ferro recentemente descobertas. Estima-se que o volume seja de 10 bilhões de toneladas.
Operação Laranja com Pequi
Operação Laranja com Pequi

Em Junho de 2012, o Ministério Público de Minas Gerais, polícias Federal e Militar e Receita Estadual desbarataram um esquema de fraude em licitações que desviou cerca de R$ 166 milhões em verbas públicas para fornecimento de alimentação para presos em diversas cidades do Estado e em Tocantins e de merenda escolar em Montes Claros. Através da operação Laranja com Pequi, a PF cumpriu dez mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão em empresas e residências. Entre os presos estavam a ex-secretária de Educação de Montes Claros, Mariléia de Souza, o ex-secretário de Serviços Urbanos do município, João Ferro, o ex-vereador Athos Mameluque, o assessor especial da prefeitura Noélio Oliveira e o empresário Vítor Oliveira, além de empresários, funcionários da Stillus e os diretores de um presídio de Três Corações, e outro em Tocantins.
Operação Máscara da Sanidade

Em junho de 2012, a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais, deflagrou a Operação Máscara da Sanidade, desarticulando organização criminosa que desviava recursos públicos de trinta e seis cidades do Norte de Minas a partir de fraudes em processos licitatórios. A operação cumpriu 120 mandados judiciais: 55 Mandados de Busca e Apreensão (16 pessoas físicas e 39 pessoas jurídicas, incluindo as prefeituras municipais), 49 Mandados de Sequestro de Valores, Bens Móveis e Imóveis, e 16 Mandados de Prisão Temporária. As prefeituras envolvidas foram: Bocaiúva, Bonito de Minas, Brasília de Minas, Campo Azul, Capelinha, Capitão Enéas, Claro dos Poções, Cônego Marinho, Coração de Jesus, Engenheiro Navarro, Francisco Sá, Glaucilândia, Guaraciama, Indaiabira, Itamarandiba, Januária, Joaquim Felício, Josenópolis, Manga, Mato Verde, Olhos D’água, Padre Carvalho, Pai Pedro, Patis, Pedras de Maria da Cruz, Pirapora, Porteirinha, Salinas, Santa Cruz de Salinas, Santo Antônio do Retiro, São Francisco, São João da Ponte, São João das Missões, Taiobeiras, Ubaí e Varzelândia. Foram presos várias pessoas, dentre elas, o engenheiro Evandro Leite Garcia; o ex-secretário municipal de Administração de Montes Claros Luiz Eduardo Fonseca Mota (acusado de atuar como lobista da organização criminosa); o vereador de Santa Cruz de Salinas Manoel Teixeira da Cruz (irmão do prefeito Albertino Teixeira da Cruz); a secretária de Educação do mesmo município, Edineti Xavier dos Santos; e dois servidores municipais de Montes Claros – Romilson Fagundes da Cunha, do setor de licitações, e José dos Reis Pereira de Paula, da parte orçamentária e financeira. Foram presos ainda os secretários de Glaucilândia Heloísa Maria Duarte Botelho (Educação) e Sebastião Filogônio Dias (Administração) e o responsável pela medição de obras da Prefeitura de Olhos Dágua, Edilson Renato Caldeira, além de pessoas que atuavam como laranjas da organização comandada por Evandro Leite.
Operação Alternativa Certa
Operação Alternativa Certa

Em agosto de 2012, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais deflagrou a Operação Alternativa Certa, onde apreendeu gabarito, prova e listas alteradas do resultado do concurso público de Nova Porteirinha. Na investigação ficou constatado que a empresa que realizou o concurso fraudou o resultado para beneficiar amigos e familiares do prefeito, ficando com os primeiros lugares para os principais cargos. O prefeito Wilmar Soares de Oliveira chegou a ser afastado do cargo.
Quadrilha do Prevmoc

Em novembro de 2012, o Ministério Público Estadual denunciou criminalmente por peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha o vereador Alfredo Ramos Neto (PT) e seus cúmplices: Emerson Vieira de Acipreste, Milton Soares de Souza e José Ubiratan Dias Drumond, juntamente com Valdir Massare, diretor da Atrium, acusadas pelo envolvimento no desvio de R$ 6,7 milhões do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros (Prevmoc). O desvio do dinheiro da aposentadoria dos funcionários da Prefeitura de Montes Claros.
Operação Sertão Veredas

Em maio de 2013, a Polícia Federal deflagrou a "Operação Sertão-Veredas", desarticulando uma organização criminosa, que desviava recursos públicos de municípios do norte mineiro, cumpriu 45 mandados judiciais, sendo 10 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis e 14 mandados de prisão, entre eles, Marcus Vinicius Crispim, vulgo corby; David Gonçalves Taboadas e Rudimar Barbosa, ex-prefeito de itacarambi, acusados de fraudarem processos licitatórios, direcionando as contratações para as empresas integrantes da organização criminosa. Obras públicas em áreas diversas da construção civil, pavimentação de vias públicas, manutenção de estradas e de locação de máquinas para a limpeza urbana não eram sequer fiscalizadas e os servidores públicos envolvidos no esquema atestavam a sua conclusão mesmo quando incompletas ou inexistentes.
Violência Invisível
Violência Invisível

Em julho de 2013, a operação Violência Invisível da Polícia Federal desarticulou a quadrilha que desviava dinheiro público e prendeu várias pessoas, entre elas os ex-prefeitos de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga, e de Janaúba, José Benedito Nunes. O ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite também teve sua prisão decretada pela justiça, mas escondeu nos estados Unidos, onde foi procurado até pela Interpol.
Foi detido ainda o advogado e ex-procurador da prefeitura de Montes Claros, Sebastião Vieira Filho. Farley Menezes, outro ex-procurador do município de Montes Claros teria também sido detido para prestar esclarecimentos. Ao todo, foram cumpridos 53 mandados judiciais: nove de prisão de prisão temporária, 20 de busca e apreensão, 21 de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, e três para prestar depoimento na delegacia. Mais de 100 policiais participam desta ação.
Foi detido ainda o advogado e ex-procurador da prefeitura de Montes Claros, Sebastião Vieira Filho. Farley Menezes, outro ex-procurador do município de Montes Claros teria também sido detido para prestar esclarecimentos. Ao todo, foram cumpridos 53 mandados judiciais: nove de prisão de prisão temporária, 20 de busca e apreensão, 21 de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, e três para prestar depoimento na delegacia. Mais de 100 policiais participam desta ação.
Operação Agosto

Em dezembro de 2013, a Polícia Federal prendeu o prefeito de Jaíba, Jimmy Murça, o ex-prefeito Sildete Rodrigues Araújo e seu irmão Silvano Rodrigues de Araújo e o verador Adilson de Freitas David, por desvio de recursos públicos naquele município. A operação cumpriria 43 mandados judiciais, sendo 13 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, quatro mandados de prisão temporária, três conduções coercitivas, além do afastamento cautelar das funções do prefeito municipal, do vice-prefeito, de um vereador, do secretário de administração e do pregoeiro oficial do município. Ainda foram determinados o afastamento do sigilo bancário e fiscal dos investigados, bem como a indisponibilidade dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas. A quadrilha fraudava processos licitatórios destinados ao transporte escolar, direcionando as contratações às empresas e/ou pessoas ligadas à organização criminosa. A Polícia Federal identificou também que havia um plano orquestrado por um dos investigados de executar um promotor de Justiça que atua na região pelo valor de R$ 5 mil.

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