
Liliane Roriz, vice-presidente da CLDF, é a única representante da família com mandadtoSheyla Leal/ObritoNews/Fato Online
O ex-governador Joaquim Roriz (PRTB) e as filhas Jaqueline, Wesliane e Liliane Roriz (PRTB), que atualmente é deputada distrital, foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por improbidade administrativa e podem ficar com os direitos políticos suspensos por dez anos.
De acordo com denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o ex-chefe do Executivo local teria usado sua influência sobre o Banco de Brasília (BRB), quando era governador, para beneficiar a construtora WRJ Engenharia, dos irmãos Renato e Roberto Cortopassi, em um empréstimo no valor de R$ 7,4 milhões. Em troca, familiares de Joaquim Roriz teriam recebido 12 apartamentos no Residencial Monet, em Águas Claras, por meio da Coss Construção, que teria realizado a operação de compra e venda para o principal clã político do DF.
Liliane Roriz. vice-presidente da Câmara Legislativa, atualmente, é a única representante da família com mandato. Tanto ela quanto os demais condenados a perda de direitos políticos na ação, ainda não estão inelegíveis, já que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, a perda de direitos políticos só ocorre após condenação por um colegiado, ou seja: em segunda instância, como explica o especialista em direito eleitoral Bruno Martins.
Sobre a possibilidade de abertura de processo de cassação contra a vice-presidente, Bruno Martins explica que qualquer cidadão pode representar contra a parlamentar, mas que a Câmara Legislativa teria dificuldades para aceitar a abertura do processo.
“Em tese qualquer pessoa do povo poder representar. Os elementos são fortes, mas acho complicado a Casa aceitar, pois no futuro ela pode ser inocentada. Vivemos num momento de denuncismo e por isso, na minha opinião, é complicado começar um processo de cassação”, avalia o advogado eleitoral.
Bruno Martins usa como exemplo o senador Cristovam Buarque (PDT) que foi condenado em duas instâncias por improbidade administrativa pelo período em que foi governador do DF, mas no Superior Tribunal de Justiça, em seu terceiro julgamento acabou inocentado.
“E se o Senado o tivesse cassado? Será que devolveria o mandato dele?”, questiona o advogado.
Defesa
Por meio de sua assessoria, a deputada distrital Liliane Roriz reiterou sua inocência, declarando que irá recorrer da decisão e sustentando que nunca fez negócio com a construtora citada. Liliane disse ainda que estranhou a decisão da Justiça e garantiu que nunca teve apartamentos em Águas Claras, conforme apresentou em sua declaração de bens.
O advogado da família Roriz não atendeu nem retornou as nossas ligações.
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