
Apesar do estilo de vida milionário e da condição de dono de dezenas de imóveis, muitos deles em nomes de laranjas, mantidos sob estrito controle por meio de contratos de ‘permuta de bens e de promessa de compra e venda’, Corby, além dos demais integrantes daquilo que o Ministério Púbico classifica como quadrilha, não tinha o hábito de prestar contas ao Imposto de Renda.
Os promotores suspeitam que, apesar dos muitos sinais exteriores de riqueza e das altas somas em dinheiro vivo com as quais lidavam, Corby e sua patota 'figuravam na condição de isentos ou, no máximo, se limitavam a declarar valores de renda e patrimônio apenas simbólicos' na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda. Para o MP, a ironia maior é que, além de sonegar o imposto federal, o grupo teria criado ‘sofisticada rede de corrupção’ para desvio de recursos públicos em Itacarambi, Januária, São João da Ponte, São Romão e Cônego Marinho que deixavam a população desses municípios cada vez mais pobres e desassistidas.
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