sexta-feira, 8 de maio de 2015

Montes Claros - Professores da Unimontes protestam contra suspensão de concurso - Juiz alega que concurso não respeitou reserva de vagas para deficientes. Maioria das aulas foi suspensa; concurso disponibilizava 637 vagas.


Parte dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros realiza uma paralisação nesta sexta-feira (8). A maioria das aulas foi cancelada. O movimento, denominado #euLUTOpeloCONCURSO, tem o apoio da Associação dos Docentes da Unimontes e também conta com a adesão de alunos e servidores. Os participantes protestam contra a decisão judicial que suspendeu em 13 de abril de 2014 o concurso público para a contratação 637 profissionais em 27 áreas. O magistrado acatou a denúncia do Ministério Público que contesta o número de vagas reservadas para pessoas com deficiência.
Segundo a organização do movimento, está prevista uma passeata até o Fórum de Montes Claros (MG), onde os participantes permanecerão até o fim do dia. No início da manhã eles caminharam pelo campus e distribuíram uma carta, na qual manifestavam repúdio à suspensão do concurso. 

“Esta situação é impraticável e reflete diretamente na qualidade da formação de milhares de alunos, na produção da pesquisa e na extensão”, informava o documento.

Além disso, na carta também consta que os editais foram submetidos à apreciação da Secretaria de Planejamento, do Tribunal de Contas do Estado e da Advocacia Geral do Estado, sem que houvesse considerações legais às regras.  

"O movimento quer sensibilizar a sociedade e o Poder Judiciário para que a solução encontrada seja pautada no respeito aos candidatos aprovados no Concurso Público 01/2014, que não podem ser prejudicados. Os esforços, privações e recursos dedicados para que estes candidatos lograssem êxito são incomensuráveis. Acreditamos que a capacidade, a competência e o profissionalismo comprovados pelas aprovações devam ser respeitados", afirma a carta.

Um dos diretores da Adunimontes, Amário Lessa, esclarece ainda que apenas 30% dos professores da universidade são concursados e que o último concurso público foi realizado há mais de 10 anos. Ele também afirma que irá se reunir com o Ministério Público e com a o representante da Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, para discutir a suspensão do processo seletivo.

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