Abalado psicologicamente, o radialista da Sociedade AM de Feira de Santana, natural de Santo Antônio de Jesus, Luiz Santos entrou em contato com emissoras de rádio e descreveu o que aconteceu com ele e sua esposa na cidade de Feira de Santana nesta terça-feira (15). Segundo Luiz, hoje, ele e sua esposa estavam no Centro de abastecimento, este local é comparado com a praça da feira de Santo Antônio, onde sempre acontecem grandes feirões para os hortifrutigranjeiros. O radialista descreveu que montou um pequeno hortifrúti e estava fazendo compras para abastecer o estabelecimento, certo momento parou em um local de maneira inadvertida e não havia percebido que atrás estava a viatura da Polícia Militar, “eu confesso que não percebi que a veículo estava atrás, então quando eu parei para a minha esposa conduzir o carro eles me abordaram de uma maneira arrogante, aí gerou um mal estar muito grande, me chamaram de vagabundo, de mal elemento, de ‘viado’ e eu disse para eles tratarem bem um cidadão trabalhador, mas eles responderam: “você não está trabalhando, está atrapalhando o trabalho da Polícia Militar”, narrou. Ainda de acordo com Luiz, esses policiais fazem parte da Base Comunitária da Rua Nova, comandado pelo Capitão Vitor que segundo o radialista é muito educado, “eu não sei porque esses policiais estavam tão estressados, tão arrogantes e agindo dessa forma conosco, me identifiquei, não disse que era radialista porque não estava exercendo essa atividade no momento, aí eu falei para eles: ‘olha vocês estão arrogantes, essa não é a maneira de tratar cidadão de bem”, explicou. Santos expôs que lhes fotografaram o veículo, afirmou grato por estar com todas as documentações em dias, por último os PMs disseram o seguinte, “você está falando isso porque está aqui no meio do povo, se você estivesse sozinho não falava isso”, e com isso Santos aponta que se sentiu ameaçado.
Após a abordagem, os PMs o colocaram ao fundo da viatura, o conduziram ao complexo policial, não estava algemado e foi ouvido em termos circunstanciados onde o delegado Coordenador da Polícia Civil também conversou em companhia dos advogados, “estou muito triste, pois não gostaria que ninguém passasse por isso, mas isso infelizmente acontece em várias cidades pelo Brasil afora, não somente em Feira de Santana”, pontuou. As informações sobre este fato serão levadas ao conhecimento do comandante Adelmário Xavier do Comando de Policiamento da Regional Leste (CPRL), “estamos levando as autoridades competentes para que isso não aconteça com outras pessoas, não podemos aceitar em momento algum ser agredido desta forma”, disse. Emocionado e chorando, Luiz salientou que ao falar com a família, explicou o que havia acontecido e ficou muito triste, porque estava trabalhando e não praticando algum crime, contudo avisou a população de Santo Antônio de Jesus que está tudo bem e tomando as devidas providencias até então, “não fui agredido fisicamente, somente verbalmente, mas psicologicamente abalado, porque quando te jogam no fundo de uma viatura e ouvir aquilo daqueles policias, você fica muito assustado com o que pode acontecer com você, mas estamos bem na medida do possível”, concluiu.
- Redação Voz da Bahia

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