sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Salvador: Polícia identifica cemitério clandestino do tráfico em Cajazeiras


04/01/2018 20:24 
Salvador:  Polícia identifica cemitério clandestino do tráfico em Cajazeiras
Foto: Reprodução/Tailane Muniz/CORREIO
As investigações acerca de dois desaparecimentos levaram a Polícia Civil a encontrar, na manhã desta quarta-feira (3), um cemitério clandestino utilizado pelo tráfico de drogas, na localidade de Vila Vitório, na Fazenda Grande III, região de Cajazeiras, em Salvador. A suspeita é de que o local seja utilizado como ponto de desova de vítimas da quadrilha Bonde da Gamboa (BDG) - uma ramificação da facção Bonde do Maluco (BDM). Um corpo, ainda não identificado, além de uma ossada, foram encontrados no local. Os cadáveres estavam enterrados em covas rasas - com cerca de 40 centímetros de profundidade - em uma região de mata aberta. Havia, ainda, duas covas vazias, o que reforça a possibilidade de que seja um cemitério clandestino. De acordo com o coordenador de investigação da 13ª Delegacia (Cajazeiras), Washington Costa, a suspeita é de que os corpos encontrados sejam de dois rapazes desaparecidos: o vendedor ambulante Daniel de Oliveira Carneiro, 20 anos, que foi levado por homens armados no dia 23 de dezembro, e um homem identificado apenas como Rasta, que desapareceu nas mesmas circunstâncias, também na região da Vila Vitório. A hipótese levantada pelos policiais é de que, em ambos os casos, traficantes do BDG tenham desconfiado de que Daniel e Rasta passavam informações do grupo para o Bonde do Zeca (BDZ) - quadrilha rival que atua na região de Jaguaripe, em Fazenda Grande I, outra localidade de Cajazeiras. Polícia acredita que um dos corpos é de um homem identificado como Rasta, desaparecido há quatro meses. "A história é a mesma. Daniel e Rasta foram mortos com o mesmo modus operandi. Simplesmente imaginaram que eles eram informantes da BDZ e sumiram com os dois. A possibilidade de que sejam eles é grande", disse Washington ao CORREIO. Os restos mortais foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para que sejam identificados. Por meio de sua assessoria, o DPT informou que os corpos devem passar por uma avaliação, feita pela Coordenação Forense do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), que vai definir o método de identificação - que pode ser por meio de DNA, arcada dentária ou impressão digital. Segundo o DPT, o tempo vai variar conforme o tipo de exame ideal para cada corpo. Uma das vítimas já foi encaminhada para o setor de tanatologia, onde cadáveres com alguma integridade ainda podem ser identificados por meio do DNA. O outro corpo vai ser avaliado por profissionais da seção de antropologia, para onde vão ossadas e outros restos mortais mais degradados.  As buscas por outros corpos devem continuar, segundo o investigador. "Existe uma terceira vítima, que é João Pedro, um rapaz de 27 anos. Este, porém, tinha envolvimento com o BDG. Sabemos que ele foi levado pelo mesmo bando, mas não sabemos o paradeiro que deram [ao corpo]. A ossada encontrada pode ser dele também; não sabemos", contou ele, acrescentando que João sumiu em setembro. (Correio)

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