Os responsáveis por jogar panfletos com a frase “petista bom é petista morto”, além de um cartaz insultuoso com a montagem da presidente da República aboletada num vaso sanitário romperam a linha da urbanidade necessária à política. Até mesmo numa guerra ideológica, como parece ser esta que o país atravessa, é preciso pausa para respeitar os mortos em combate ou fora dele.
O episódio serve como argumento para que o petismo reforce a tática da vitimização e, nesse casso, convenhamos, com muita razão. Lamentável sob todos os aspectos. Menos mal, e tudo indica, que tenha sido fato isolado de gente despreparada para o convívio entre contrários, tão essencial à prática democrática. As investigações preliminares apontam que os autores do crime, sim porque é disso que se trata, segundo tipificação no artigo 209 do Código Penal Brasileiro, usaram o veiculo de uma pequena gráfica de Belo Horizonte. Agora é preciso investigar se fizerem de moto próprio ou se foram contratados por terceiros. Em qualquer hipótese, é bom que os culpados respondam pelos seus atos.
O respeito aos mortos é conquista civilizatória que não pode passar por retrocesso. Os protestos com o boneco ‘Pixuleco’ também são de extremo mau gosto e também irritam os petistas quase ao ponto do descontrole, mas ainda assim é algo defensável do ponto de vista das liberdades democráticas. O caso dos cartazes de BH é de outra natureza e execrável sob todos os aspectos. Não alcancei nenhuma manifestação do PSDB mineiro sobre o tema, mas seria muito bem-vinda. Ainda que em nome do necessário cavalheirismo na política. O argumento de que Lula e o PT colhem o que plantaram com a estratégia do ‘nós contra eles’, também verdadeiro, não vale para a solidariedade que o momento requer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário