sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Após mais de um ano, 1º audiência do caso Geovane ocorre nesta sexta

19/02/2016 10:52 
A primeira audiência do caso Geovane Santana Mascarenhas, acontece na manhã desta sexta-feira (19), no Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador. A sessão estava prevista para começar às 9h, mas até as 9h30 não havia iniciado. Na audiência desta sexta, três testemunhas de acusação, entre elas Jurandy Silva, pai do jovem, devem ser ouvidas pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza, da 1° Vara do Tribunal do Júri. Geovane desapareceu no dia 2 de agosto de 2014 e os restos mortais foram encontrados no dia seguinte. O pai dele conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostraram o momento em que o rapaz, na época com 22 anos, foi levado por policiais militares lotados nas Rondas Especiais (Rondesp). A primeira audiência acontece um ano e meio depois do sumiço de Geovane. O Ministério Público do Estado (MP-BA) denunciou o11 PMs pelos crimes de sequestro, roubo e homicídio qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima. Dos onze, seis policias ainda foram denunciados por ocultação de cadáver. Todos os PMs vão ser ouvidos em uma nova data, que não foi informada e depois, as testemunhas de defesa. Em seguida, o Ministério Público deve fazer as alegações finais e encaminhar pra a juíza, que vai decidir se os PMs vão, ou não, à juri popular.
GPS danificado e contradições: Segundo o delegado Jorge Figueiredo, que esteve à frente das investigações, foram solicitadas as informações registradas pelo GPS instalado na viatura, assim como os dados de todas as viaturas empregadas nas escalas de serviços dos dias 2 e 3 de agosto de 2014 e também os nomes de todos os policiais militares que trabalharam nos dois dias. A partir daí, segundo a polícia, foi possível identificar a participação dos outros policiais no crime. Conforme o DHPP, uma perícia realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificou que a fiação do aparelho GPS da viatura comandada pelo subtenente Claudio havia sido danificada. Com isso, só seria possível verificar o percurso realizado pelo veículo por meio das coordenadas registradas pelo GPS do rádio HT - de comunicação entre viaturas policiais e a Central de Polícia – que não sofreu nenhum tipo de dano.
Caso: Geovane Mascarenhas de Santana sumiu no dia 2 de agosto e os restos mortais foram encontrados no dia 3, no Parque São Bartolomeu, na capital baiana. O laudo do Departamento de Polícia Técnica da Bahia constatou que o rapaz foi decapitado, carbonizado, teve duas tatuagens removidas do corpo e os órgãos genitais retirados. O Jovem foi enterrado no dia 24 de agosto, no município de Serra Preta, no interior da Bahia. Três policiais militares suspeitos de envolvimento no desparecimento de Geovane Mascarenhas de Santana, que foi encontrado morto em Salvador, chegaram a ser presos em de agosto de 2014, no Batalhão de Choque da PM, em Lauro de Freitas, região metropolitana da capital baiana. Os três PMs foram soltos no dia 12 de outubro, após cumprirem 60 dias de prisão provisória. O advogado dos policiais, Vivaldo Amaral, informou na época que o delegado não requereu prisão preventiva. Segundo o coronel Alfredo Castro, em depoimento os PMs afirmam que o rapaz foi abordado por ter características semelhantes às de um assaltante que teria roubado uma mulher na região da Calçada. Eles sustentaram na época que levaram Geovane até a mulher, mas ela não o reconheceu como o ladrão e depois disso ele teria sido liberado.

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