segunda-feira, 20 de março de 2017

DECRETADA PRISÃO DE MARGINAL ENVOLVIDO NA MORTE DE GUARDA MUNICIPAL DE BERTIOGA


Em novembro, dupla foi ao Forte São João para roubar pistola do guarda municipal

O segundo envolvido no latrocínio (roubo seguido de morte) de um guarda municipal (GM) de Bertioga foi identificado pela Polícia Civil e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Dupla assinou livro de visita, ajudando na
investigação (Foto: Rogério Soares)

De acordo com o delegado Sérgio Lemos Nassur e o chefe dos investigadores Nivaldo Ribeiro, da Delegacia de Bertioga, o acusado recém-identificado trata-se de Fernando Luiz de Azevedo Emílio, de 24 anos.
Conhecido pelo apelido de Beira-Mar, Fernando foi reconhecido por meio de fotografia por uma testemunha protegida. Procurado em casa, o rapaz não foi encontrado e é considerado foragido.

Relembre o caso

A equipe de Nassur e Ribeiro já havia apurado a participação de um adolescente de 16 anos no crime, cometido em 14 de novembro de 2016, no Forte São João, um dos principais cartões postais de Bertioga.
O guarda Nílton César Inácio, de 47 anos, trabalhava no local quando surgiram o infrator e Beira-Mar. Os acusados se passaram por turistas, assinando inclusive o livro de visitantes.
Porém, logo em seguida, a dupla anunciou o assalto. Ela conseguiu consumar o seu objetivo de roubar a pistola Imbel calibre 380 do guarda. Ao fazer menção de reagir, a vítima levou um tiro no pescoço e a bala se alojou na coluna. Após permanecer 37 dias hospitalizado, Nílton faleceu em 21 de dezembro.
Nilton Inácio ficou 37 dias no hospital até morrer
(Foto: Divulgação)
De acordo com Ribeiro, Beira-Mar escreveu um nome fictício no livro de visitantes, mas o adolescente colocou o seu prenome verdadeiro, tendo a caligrafia reconhecida pela própria mãe.
Apontado como o autor do disparo contra o guarda, o adolescente tem contra si mandado de busca e apreensão expedido pela Vara da Infância e da Juventude, mas o seu paradeiro é ignorado pelos policiais. A testemunha do caso afirmou que Beira-Mar também estava armado.
A maior dificuldade das investigações foram os fatos de o Forte São João não possuir câmeras de segurança e de as testemunhas do latrocínio residirem em outras cidades.
"Como não tínhamos filmagens e as pessoas que presenciaram o crime já haviam ido embora, tivemos nossa atenção voltada ao livro de visitantes da atração turística.
Os dois últimos nomes nele escritos despertaram suspeitas, porque estão sem sobrenome e não houve o preenchimento da cidade de origem", informou Ribeiro.


http://amigosdaguardacivil.blogspot.com.br/2017/03/decretada-prisao-de-marginal-envolvido.html

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