terça-feira, 7 de março de 2017

GERENTE DE BAR É PROCESSADO POR ESTUPRO E HOMICÍDIO EM SÃO PAULO


Justiça aceita denúncia e gerente de bar vira réu por estupro e homicídio de feminista em SP


A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) contra o gerente acusado de estuprar e assassinar uma feminista com um taco de beisebol no bar onde ele trabalhava no fim de 2016. Com isso, Willy Gorayeb Liger, de 27 anos, se tornou réu no processo pelo qual responde por estupro e homicídio qualificado de Debora Soriano de Melo, de 23.
O crime ocorreu em 14 de dezembro de 2016 no bar "Sr. Boteco", na Mooca, Zona Leste da capital. Além de gerente, o acusado é primo do proprietário do estabelecimento comercial. A Justiça aceitou a denúncia do MP no último dia 2.
Em sua decisão, a juíza Marcela Raia de Sant´Anna, da 1ª Vara do Júri, manteve a prisão preventiva de Willy, que está detido na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos. Nesse caso, o réu permanecerá preso até o julgamento.
Os próximos passos da Justiça são, entre outras coisas, marcar uma data para a audiência de instrução no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, onde testemunhas serão ouvidas e o acusado será interrogado. Somente após essa etapa é que a magistrada decidirá se submeterá Willy a júri popular.
O G1 não conseguiu localizar a defesa do acusado, nesta terça-feira (7), para comentar a decisão judicial.
Taco de beisebol
De acordo com a denúncia feita pela Promotoria, Willy matou Debora com golpes de taco na cabeça para que ela não o denunciasse por tê-la estuprado antes. Segundo o promotor Felipe Eduardo Levit Zilberman, a vítima não queria ter relações sexuais com o agressor.
“O acusado alega que não se lembra direito do crime, que se recorda de ter usado cocaína com Debora, de que eles discutiram e de que ele a golpeou com um taco de beisebol na cabeça”, disse Zilberman. “Sobre o estupro, porém, ele disse não se lembrar de ter cometido”.
Apesar disso, o MP informou ter laudos do Instituto Médico Legal (IML) que comprovam que Debora foi estuprada. Feminista, ela participava de manifestações para pedir punição a homens que cometicam crimes contra mulheres.
Além do estupro, Willy responde por homicídio doloso com quatro qualificadoras. As agravantes são o fato de, segundo a acusação, ele ter matado para assegurar a impunidade do crime sexual; o feminicídio; o meio cruel e o recurso que dificultou a defesa da vítima.
O feminicídio é uma qualificadora do crime de homicídio. “Ele ocorre quando é cometido contra uma mulher em menosprezo e com discriminação à condição feminina”, explicou Zilberman. Se Willy for condenado, a pena somada para os crimes pode ultrapassar 30 anos de prisão.
O promotor ainda aguarda o resultado do laudo toxicológico para saber se agressor e vítima consumiram cocaína. De qualquer maneira, Zilberman disse estar convencido de que Willy é reincidente em crimes contra mulheres.


http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/justica-aceita-denuncia-e-gerente-de-bar-vira-reu-por-estupro-e-homicidio-de-feminista-em-sp.ghtml

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