Segundo a coluna ‘Folha de S.Paulo’deste sábado, lideranças da oposição, PSDB à frente, e do PMDB, discutem sem a menor cerimônia os caminhos possíveis para deflagrar, já em agosto, movimento para forçar a queda de Dilma Rousseff.
Há duas opções na mesa: uma delas defende a cassação da chapa Dilma-Michel Temer no TSE e a convocação de novas eleições em três meses. Cenário em que o tucano Aécio Neves seria beneficiado, por conta do recall (lembrança) da eleição do ano passado.
Noutra frente, estão os partidários da "saída Itamar Franco", o vice-presidente que assumiu após a queda de Fernando Collor, em 1992. O processo de impeachment teria como alvo apenas a presidente Dilma Rousseff, o que abriria espaço para o vice Michel Temer assumir um governo de "repactuação nacional". Por esse caminho, o governo Dilma ficaria irremediavelmente moribundo em eventual citação do seu nome no processo da operação Lava-Jato ou mesmo a renúncia de suas contas pelo Tribunal de Contas da União. Esses fatos seriam iminentes e com potencial para elevar a atual temperatura ao status da ingovernabilidade.
Consta que o mineiro Aécio Neves e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já conversaram sobre o assunto, quando concordaram com a opção em que Dilma e Temer seriam defenestrados dos seus respectivos cargos. Cunha assumiria a Presidência por 90 dias caso a Justiça Eleitoral cassasse Dilma, quando seria o responsável por comandar nova eleição – na hipótese da saída para a crise via Justiça Eleitoral, em processo patrocinado pelo PSDB que acusa Dilma de abuso de poder econômico nas eleições do ano passado.
Petistas ouvidos pelo site argumentam que a ‘crise política’, assim mesmo entre aspas, só existe aqui em Brasília. O resto do país toca sua vida e não dá a mínima para o que seria uma tentativa de golpe contra a ‘presidenta’. Pode ser. Mas não restam mais dúvidas sobre o isolamento de Dilma, jogada ao mar por Lula e próprio PT, que optou por ficar ao lado ao lado do ex-presidente naquela infeliz declaração de que o atual governo é uma ‘desgraça’.
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