
A crise na saúde do município de Januária deu um tempo, com a nomeação do provisório secretário Hermógenes Júnior Rodrigues Pedreira há quase dois meses, mas emite sinais de que anda longe do fim. A abertura de comissão parlamentar de inquérito, a sempre temível CPI ou equivalente, parece ser questão de tempo.
Isso após a Câmara de Vereadores ter criado comissão especial, na terça-feira (8), movida pela pressão dos familiares do idoso Santos Ribeiro de Souza, que morreu durante internação no Hospital Municipal de Januária no início deste ano – supostamente por negligência no atendimento. A comissão especial ainda não foi regulamentada, mas foi o que bastou para acalmar a revolta da família.
Há um entendimento entre os vereadores de que a apuração de caso isolado da morte de um paciente atendido pelo sistema municipal de saúde não é atribuição da Câmara Municipal, que se prepara para apurar as deficiências da saúde local do ponto de vista, digamos, mais macro. Noutras palavras: a competência legislativa é para vislumbrar a imensidão da floresta e não a sombra de uma árvore na grave crise que o setor atravessa que, a bem da verdade, não vem de agora, mas de administrações passadas.
O assunto segue em banho-maria, enquanto o presidente da Casa, Ademir Batista de Oliveira, o Ademir Paraguay (PSC), acumula informações que justifiquem a criação da CPI, que precisa ser aprovada por um terço dos 15 vereadores. Segundo o Em Tempo Real apurou, o foco da investigação será o pagamento de valores considerados exorbitantes a alguns médicos – além de pente fino na gestão do ex-secretário Onedes Bruno Lopes de Souza, que deixou o cargo há dois meses, justamente por se indispor com Ademir e sua gente.
Isso após a Câmara de Vereadores ter criado comissão especial, na terça-feira (8), movida pela pressão dos familiares do idoso Santos Ribeiro de Souza, que morreu durante internação no Hospital Municipal de Januária no início deste ano – supostamente por negligência no atendimento. A comissão especial ainda não foi regulamentada, mas foi o que bastou para acalmar a revolta da família.
Há um entendimento entre os vereadores de que a apuração de caso isolado da morte de um paciente atendido pelo sistema municipal de saúde não é atribuição da Câmara Municipal, que se prepara para apurar as deficiências da saúde local do ponto de vista, digamos, mais macro. Noutras palavras: a competência legislativa é para vislumbrar a imensidão da floresta e não a sombra de uma árvore na grave crise que o setor atravessa que, a bem da verdade, não vem de agora, mas de administrações passadas.
O assunto segue em banho-maria, enquanto o presidente da Casa, Ademir Batista de Oliveira, o Ademir Paraguay (PSC), acumula informações que justifiquem a criação da CPI, que precisa ser aprovada por um terço dos 15 vereadores. Segundo o Em Tempo Real apurou, o foco da investigação será o pagamento de valores considerados exorbitantes a alguns médicos – além de pente fino na gestão do ex-secretário Onedes Bruno Lopes de Souza, que deixou o cargo há dois meses, justamente por se indispor com Ademir e sua gente.
A mão de Arlen
Outro objetivo dessa futura CPI pode ser investigação pormenorizada sobre o total dos recursos destinados à Saúde local pelos governos federal e estadual e a forma como o dinheiro tem sido aplicado. É nesse ponto específico que pode sobrar alguma dor de cabeça para Manoel Jorge, que sequer conseguiu estabelecer calendário fixo para pagar o funcionalismo após 15 meses no cargo.
Manoel é aliado do presidente Ademir, mas ainda assim pode ter dificuldades para barrar a abertura da investigação. O petista pode estar prestes a ter que quitar a fatura do apoio que recebeu do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) na sua eleição para prefeito em 2012.
Manoel é aliado do presidente Ademir, mas ainda assim pode ter dificuldades para barrar a abertura da investigação. O petista pode estar prestes a ter que quitar a fatura do apoio que recebeu do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) na sua eleição para prefeito em 2012.
Não por acaso, Ademir Paraguay cumpre papel estratégico de representar os olhos e ouvidos de Arlen na política januarense. A CPI vai sendo assada em fogo brando e pode ficar ao ponto antes da 'folhinha' descortinar outubro e suas significâncias eleitorais.
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