13 JANEIRO 2015
Sim, Muniz precisa corrigir o erro de avaliação política que o fez pular fora do barco petista do agora governador Fernando Pimentel (PT) para se mudar de mala e cuia para as campanhas dos tucanos Pimenta da Veiga (governador) e Aécio Neves (presidente) em agosto do ano passado. Mas não é só isso que o move na direção do partido-ônibus em que o PMDB se transformou há um bom par de anos e com o qual ainda mantém a aliança que indicou o atual vice e sua gente, José Vicente Medeiros.
O prefeito de Montes Claros atua para evitar um estrago que ainda pode estar por vir, a saber: a possibilidade cada vez mais delineada da repetição da aliança entre o PT e o PMDB na próxima sucessão municipal também em Montes Claros. Principal adversário político de Muniz na cena local, o deputado estadual e agora secretário de Desenvolvimento das Regiões Norte, Nordeste e Vale do Mucuri (Sedinor), o petista Paulo Guedes, quer repetir, na maior cidade do meio norte-mineiro, a dobradinha vitoriosa que levou o PT pela primeira vez ao governo de Minas e que comanda o país pelo segundo mandato consecutivo.
O que deixa Ruy Muniz apavorado é a possibilidade de enfrentar Paulo
A dupla Paulo Guedes/Tadeuzinho tira o sono de Muniz não só pela representatividade que possui hoje em Montes Claros, mas também, e principalmente, pelo grande potencial de fogo que teriam ao juntar o tempo de televisão dos seus respectivos partidos no horário eleitoral gratuito. A eleição em Montes Claros é sensível ao fator tempo de TV. Não é por outro motivo que Ruy Muniz busca aproximação com o casal de ex-deputados Jairo Ataíde (DEM) e Ana Maria Resende (PSDB).
Cadeado na porteira
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