sábado, 18 de junho de 2016

Análise de celular de suspeito pode indicar cronologia de estupro no Rio

17/06/2016 07:12 
A Polícia Civil vai divulgar nesta sexta-feira (17) o resultado das perícias do caso da jovem de 16 anos que foi vítima de estupro coletivo no Morro da Barão, na Zona Oeste do Rio. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) recebeu todos os laudos periciais, inclusive o do celular de Raí de Souza, de 22 anos, um dos que estão presos pelo crime.A análise pericial do aparelho, feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e entregue à delegacia nesta quinta-feira (16), é considerada fundamental para a resolução do caso.O setor de inteligência da especializada está analisando os documentos. Os resultados, de acordo com a delegada, indicarão em qual ordem os dois vídeos que aparecem no aparelho foram gravados.Na segunda-feira (13), a delegada titular, Cristiana Bento, afirmou que ainda não há provas de que Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, e Michel Brazil da Silva, de 20, tenham participado do estupro, abrindo possibilidade da revogação do pedido de prisão para eles pelo crime de estupro.

Sérgio Luiz da Silva Júnior (esquerda), conhecido como “da russa”, é apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro da Barão, na Praça Seca, onde o estupro coletivo aconteceu, e Moisés de Lucena (direita), conhecido como Canário, também foi apontado como participante (Foto: Reprodução/TV Globo)
No entanto, "com certeza", segundo a delegada, eles serão indiciados por terem compartilhado as imagens do crime na internet, crime pelo qual podem ser condenados a até três anos de prisão.Ambos tiveram a prisão temporária decretada e são considerados foragidos. Além de Marcelo e Michel, permanecem foragidos o traficante conhecido como Perninha, Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa, e Moisés Camilo de Lucena, o Canário. Este último é suspeito de ter levado a adolescente vítima da primeira casa para o local conhecido como "abatedouro".A polícia não descarta que outra pessoa tenha ajudado Camillo de Lucena a levar a menor até o imóvel, mas também trabalha com a hipótese de que ela tenha ido andando, embriagada ou sob efeito de entorpecentes.
Cronologia dos acontecimentos
De acordo com o que se sabe até agora, a adolescente saiu de um baile funk com Raí, o jogador de futebol Lucas Perdomo, de 20 anos, e mais uma garota às 7h da manhã de sábado, 21 de maio. Na festa, eles teriam feito uso de bebidas alcoólicas, maconha e cheirinho da loló (entorpecente feito com clorofórmio e éter). Os quatro foram a uma casa abandonada da comunidade do Morro do Barão.Às 10h do mesmo dia, Raí, Lucas e a outra menina decidiram sair do local, deixando para trás a menor, que ainda está sob o efeito de drogas.Às 11h, a menina teria sido encontrada desacordada pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, conhecido como Canário, de 28 anos. O homem pegou a jovem e a levou para outra casa. Ele teria sido o primeiro a estuprá-la.As investigações apontam que a adolescente foi estuprada, no mínimo, duas vezes: no sábado pela manhã e no domingo, à noite. Os policiais acreditam que o número de envolvidos no crime possa ser maior.Quando a jovem foi violentada na noite de domingo, Raí chegou em uma casa da comunidade acompanhado de Raphael Duarte Belo, de 41 anos, e de um homem identificado como Jefinho. Neste segundo momento, eles abusaram da adolescente, gravaram vídeos e tiraram fotos.(G1)

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